A Viagem Ibérica
A nossa viagem ibérica começou no Festival TeatroAgosto, na terra das cerejas. Apesar do frio e do vento, tudo resistiu! Obrigada a todos!
No dia seguinte partimos em direcção a Valladolid, mais exactamente para a aldeia de Urones de Castroponce. Urones apareceu no meio dos campos, e foi tão surpreendente que passámos por ela sem dar por isso!...
Muchas gracias de la invitación!
Apresentar em Espanha foi a realização de um grande desejo de toda a equipa!
O teatro Corral de Anuncia por dentro e por fora...
ANIÑANDO no Fundão e em Valladolid
Festival TeatroAgostoFundão
de 22 a 31 de Agosto
"Aniñando", 29 de Agosto
Programa em http://www.fundaoturismo.pt/

Festival de Teatro Alternativo - FETAL
Urones de Castroponce, Valladolid
de 17 a 31 de Agosto
"Aniñando", 30 de Agosto
Programa completo em www.valladolidwebmusical.org/teatro/urones_castroponce/
Nos vemos ahí!
Os Bastidores da Malaposta - 29, 30 e 31 de Maio
A todos os que passaram pelo Teatro da Malaposta durante estes dias: OBRIGADO, de toda a Equipa!
Vemo-nos no Fundão!
De volta!
Um ano depois de ter estreado no Teatro da Trindade, "Aniñando" volta a Lisboa para o Centro Cultural da Malaposta.
São só três dias.
Até lá!
M/12
LOCAL: Centro Cultural da Malaposta (metro Sr. Roubado, linha amarela)
DIAS: 29, 30 e 31 de Maio
HORAS: 21:30RESERVAS:
No local: Terça a Sexta das 10H00 às 18H00 Quinta encerra para almoço [12H30 às 14h00]Encerra à Segunda-Feira
Por telefone:No horário das bilheteiras e também pelo telefone:
21 938 31 00
Nos dias de espectáculo: 2h antes do inicio do espectáculo!
A reserva deve ser levantada até 45 min antes do início de cada espectáculo
Online: A reserva de bilhetes online deverá ser feita e levantada até 48 horas antes da data do espectáculo.Uma vez enviado o formulário de reserva, aguarde que os nossos serviços o confirmem a reserva por email.Caso não receba um email de confirmação 24 horas após o envio do formulário, contacte o nosso balcão de reservas, durante o horário de funcionamento da bilheteira.
E também em: www.plateia.pt
Travessia...
Mireia, Sofia e Ana Sofia... Na Praça do Giraldo, claro!
Caríssimos,
Aniñando avançou mais um bocadinho na travessia que preparámos para ele, desta vez no 5º Encontro de Teatro Ibérico, em Évora. Foi um belíssimo encontro com o palco do Garcia de Resende, com o Cendrev, com os técnicos, produtores, organizadores e público. A todos o nosso muito obrigado!
Esperemos que os objectivos deste(s) Encontro(s) se materializem em soluções e pontes ibéricas, nós, a equipa deste espectáculo, lá estará para contribuir com mais um pilar!
Desta vez não temos fotografias - excepto a que está neste post -, só filmagens que esperamos em breve poder partilhar convosco. Ficou muito bonita a casa de Rosalina e Montserrat naquele teatro lindo ...
A quem interessar, aqui fica o link para consultar o programa do Encontro que se prolonga ainda até Domingo, dia 09.12: http://www.cendrev.com/
Estimados,
Aniñando avanzó un poco más en el camino de la travesía que le hemos preparado, esta vez en en el 5º Encontro de Teatro Ibérico, en la ciudad de Évora. Fue un encuentro maravilloso con el palco del Teatro Garcia de Resende, con el Cendrev, con los técnicos, productores, organizadores y público. Muchas gracias a todos!
Esperamos que los objectivos de este(os) Encuentro(s) se materializen en soluciones y puentes ibéricas, todo el equipo de este espectáculo estará listo y disponible para contribuir con un pilar más!
Esta vez no tenemos fotografias, solamente pequeños vídeos que esperamos en breve poder compartir con todos vosotros. Ha quedado muy bonita la casa de Rosalina y Montserrat en aquél teatro tan bonito...
Podéis consultar la programación del Festival en www.cendrev.com
E diz a prima...

Minha querida Mireia,
Realmente fiquei pior desde que convivi com a Monserrat, ela é muito difícil! A minha prima Rosalina tinha razão: ela é de gancho! Tenho muita pena de não ter conseguido escrever mais cedo, mas desde que a minha prima Rosalina de Lisboa me pediu para tomar conta da Monserrat que a minha vida mudou quase da água para o vinho, não haja dúvida. Ando diferente, não sei. Deve ser das saudades. Não diga nada à sua tia, querida Mireia, mas a verdade é que de vez em quando me dá assim um aperto… até choro, veja lá! Sou muito emotiva, sabe é uma coisa de família. A minha prima é tal e qual. Nós somos muito amigas, sabe? A distância entre o Seixal e Lisboa agora não é nenhuma, com os carros automáticos que há hoje em dia e os comboios e tudo, é um instantitinho, mas antigamente não era nada assim, não tinha nada a ver! Agora é que não a tenho visto muito, ela anda para lá a tratar da sobrinha, a Ritinha, minha afilhada, que está de esperanças. Ainda bem que ela lá está, porque eu realmente não podia. Eu gosto muito dela, é uma rapariga muito engraçadinha, muito mimosa. E agora está de barriga, estou ansiosa por ver aquele bebé cá fora. A Rosalina também está ansiosa, anda histérica, no outro dia falámos ao telefone e nem queira saber, não pensa noutra coisa. Eu até me dá graça, porque a minha prima nunca teve assim muita queda para crianças, era mais os bichos, mas uma pessoa envelhece e os gostos mudam, não é? Os meus também têm vindo a mudar, principalmente desde que convivi com a Monserrat. Ai, faz-me tanta falta!... Dava-me tanta graça… Mas é verdade. Eu que até tinha alergia aos animais, flores éuma coisa, agora animais era mais a minha prima, mas afeiçoei-me muito àquela cadela, filha, e aos gatos e tudo. Foi uma perdição. Tomei-lhe o gosto e agora não quero outra coisa. Já tenho três periquitos e uma tartaruguinha, e já pedi à minha vizinha ali da Cova da Piedade que tem uma gatinha malhada que vai agora ter uma ninhada para Dezembro que me dispense um gatinho... Ai… Onde é que eu ia? Está a ver, era por isso que eu não queria escrever, já sabia que quando começasse nunca mais ia parar e eu tenho muito que fazer, não posso ficar aqui à procura das letras… Onde é que eu ia? Ah, sim, a minha prima Rosalina, é isso! Pois, somos muito chegadas, e quando ela me pediu o favor de cuidar da Monserrat não pensei duas vezes. Não percebo é porque é que dizem essa coisa de nós termos um feitio muito diferente. Eu não acho nada, até fisicamente e tudo, somos iguaizinhas, filha, não vejo diferença nenhuma. A minha prima é tão calma, tão elegante, tão bonita! Eu não desfazendo também não estou nada mal. Ela foi sempre foi muito bonita, isso é verdade. E as fotografias que me enviava lá da Espanha, dela e da Monserrat, todas aperaltadas! Aquilo é que foi uma vida! Eram as duas bem bonitas, não haja dúvida. Espaviladas, como ela gosta de dizer! Mas onde é que e ia?... Ah, sim. Não acho nada que eu seja assim tão diferente da minha prima. Pronto, sou da outra banda, tenho assim um feitio mais arejado, mas também sou muito calma, não parece mas sou, e até tenho muita paciência, a sua tia Monserrat é que valha-me Deus, espreme a cabeça a um santo, de teimosa que é. Tenho muitas saudadinhas. Eu acho graça é a menina dizer que ela se deu conta que eu não era a Rosalina, quer dizer, que eu não era a minha prima… que confusão… Mas bom, alguma vez ela se deu conta? Qual quê, filha, não vá nessas cantigas que isso é tudo conversa dela! Ela nem vê bem! E mesmo que visse, eu e a minha prima somos praticamente gémeas, de feitio e tudo! Isso são truques dela e televisão a mais, é o que é. Cuide bem de si e trate bem da sua tia, nunca se esqueça dos comprimidos e faça-lhe companhia, que é o que ela precisa. Até parece que a estou a ouvir falar e a rir e tudo, e a contar aquelas histórias… Pronto, já chega, vou-me embora que isto já não são horas de andar a pé. Ah, e esconda-lhe os cigarros sempre em sítios diferentes, para ser mais difícil ela dar com eles e assim sempre fuma menos. Um beijinho muito grande, sim, filha? Rosalina Esteves do Seixal
Realmente fiquei pior desde que convivi com a Monserrat, ela é muito difícil! A minha prima Rosalina tinha razão: ela é de gancho! Tenho muita pena de não ter conseguido escrever mais cedo, mas desde que a minha prima Rosalina de Lisboa me pediu para tomar conta da Monserrat que a minha vida mudou quase da água para o vinho, não haja dúvida. Ando diferente, não sei. Deve ser das saudades. Não diga nada à sua tia, querida Mireia, mas a verdade é que de vez em quando me dá assim um aperto… até choro, veja lá! Sou muito emotiva, sabe é uma coisa de família. A minha prima é tal e qual. Nós somos muito amigas, sabe? A distância entre o Seixal e Lisboa agora não é nenhuma, com os carros automáticos que há hoje em dia e os comboios e tudo, é um instantitinho, mas antigamente não era nada assim, não tinha nada a ver! Agora é que não a tenho visto muito, ela anda para lá a tratar da sobrinha, a Ritinha, minha afilhada, que está de esperanças. Ainda bem que ela lá está, porque eu realmente não podia. Eu gosto muito dela, é uma rapariga muito engraçadinha, muito mimosa. E agora está de barriga, estou ansiosa por ver aquele bebé cá fora. A Rosalina também está ansiosa, anda histérica, no outro dia falámos ao telefone e nem queira saber, não pensa noutra coisa. Eu até me dá graça, porque a minha prima nunca teve assim muita queda para crianças, era mais os bichos, mas uma pessoa envelhece e os gostos mudam, não é? Os meus também têm vindo a mudar, principalmente desde que convivi com a Monserrat. Ai, faz-me tanta falta!... Dava-me tanta graça… Mas é verdade. Eu que até tinha alergia aos animais, flores éuma coisa, agora animais era mais a minha prima, mas afeiçoei-me muito àquela cadela, filha, e aos gatos e tudo. Foi uma perdição. Tomei-lhe o gosto e agora não quero outra coisa. Já tenho três periquitos e uma tartaruguinha, e já pedi à minha vizinha ali da Cova da Piedade que tem uma gatinha malhada que vai agora ter uma ninhada para Dezembro que me dispense um gatinho... Ai… Onde é que eu ia? Está a ver, era por isso que eu não queria escrever, já sabia que quando começasse nunca mais ia parar e eu tenho muito que fazer, não posso ficar aqui à procura das letras… Onde é que eu ia? Ah, sim, a minha prima Rosalina, é isso! Pois, somos muito chegadas, e quando ela me pediu o favor de cuidar da Monserrat não pensei duas vezes. Não percebo é porque é que dizem essa coisa de nós termos um feitio muito diferente. Eu não acho nada, até fisicamente e tudo, somos iguaizinhas, filha, não vejo diferença nenhuma. A minha prima é tão calma, tão elegante, tão bonita! Eu não desfazendo também não estou nada mal. Ela foi sempre foi muito bonita, isso é verdade. E as fotografias que me enviava lá da Espanha, dela e da Monserrat, todas aperaltadas! Aquilo é que foi uma vida! Eram as duas bem bonitas, não haja dúvida. Espaviladas, como ela gosta de dizer! Mas onde é que e ia?... Ah, sim. Não acho nada que eu seja assim tão diferente da minha prima. Pronto, sou da outra banda, tenho assim um feitio mais arejado, mas também sou muito calma, não parece mas sou, e até tenho muita paciência, a sua tia Monserrat é que valha-me Deus, espreme a cabeça a um santo, de teimosa que é. Tenho muitas saudadinhas. Eu acho graça é a menina dizer que ela se deu conta que eu não era a Rosalina, quer dizer, que eu não era a minha prima… que confusão… Mas bom, alguma vez ela se deu conta? Qual quê, filha, não vá nessas cantigas que isso é tudo conversa dela! Ela nem vê bem! E mesmo que visse, eu e a minha prima somos praticamente gémeas, de feitio e tudo! Isso são truques dela e televisão a mais, é o que é. Cuide bem de si e trate bem da sua tia, nunca se esqueça dos comprimidos e faça-lhe companhia, que é o que ela precisa. Até parece que a estou a ouvir falar e a rir e tudo, e a contar aquelas histórias… Pronto, já chega, vou-me embora que isto já não são horas de andar a pé. Ah, e esconda-lhe os cigarros sempre em sítios diferentes, para ser mais difícil ela dar com eles e assim sempre fuma menos. Um beijinho muito grande, sim, filha? Rosalina Esteves do Seixal
P.S.: Agora não dá para escrever os beijinhos todos que eu gostava, mas tenho muitas saudadinhas da minha prima, isso tenho, e da minha afilhada Ritinha, coitadinha, não te preocupes com o peso, a tua tia que te faça papas de farinha maizena que são muito boas e ela sabe fazer muito bem. Muitos beijinhos a todos e a todas e muitas, muitas saudades, sim? Beijinhos.
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